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Concurso “Direitos Humanos nas Escolas”

Alunos da Scuola Italiana Eugenio Montale participam com 50 trabalhos

17 de Dezembro de 2008

O concurso “Direitos Humanos nas Escolas”, promovido pelo Instituto BM&FBOVESPA de Responsabilidade Social e Ambiental na Scuola Italiana Eugenio Montale, em São Paulo , resultou na elaboração de 50 trabalhos sobre o tema. Utilizando artes plásticas e a linguagem escrita (contos e poesias), os estudantes expressaram seus pensamentos e sentimentos em relação à necessidade de respeito aos direitos humanos.

A premiação ocorreu no dia 13 de dezembro, na própria escola, com a presença do presidente do Instituto, Raymundo Magliano Filho. Os 11 alunos responsáveis pela elaboração dos cinco trabalhos vencedores foram premiados com iPods e seus professores-orientadores, com câmeras fotográficas. “A Scuola Italiana Eugenio Montale considera a iniciativa do Instituto BM&FBOVESPA de organizar o concurso uma experiência importantíssima, que envolveu conhecimento, reflexão e, sobretudo, possibilidades concretas de ação”, afirma a professora Helenice Schiavon, que orientou os jovens na produção de trabalhos literários.

Alunos dos diversos níveis, da Escola Primaria ao Liceo, estudaram a origem da Declaração Universal dos Direitos Humanos e discutiram cada um dos seus 30 artigos. De acordo com Helenice, este foi um exercício que conduziu os estudantes à reflexão acerca de outros documentos que, igualmente, garantem direitos ao cidadão comum, como o Código de Defesa do Consumidor. “Esta legítima atividade interdisciplinar envolveu os professores italianos e brasileiros da escola, que com as especificidades de suas disciplinas souberam explorar o conteúdo da Declaração e fazer crescer entre os alunos o clamor pela universalização dos direitos do cidadão”, ressalta a professora.

“Procuramos fazer com que as crianças entendessem a universalidade dos direitos e também abordamos a discriminação, que é conseqüência do desrespeito às diferenças”, afirma a professora Diana Tatit, que orientou os participantes da categoria Mirim. Ela conta que os estudos e reflexões abrangeram também a leitura da Declaração Universal dos Direitos das Crianças. Num primeiro desenho, os estudantes mostraram, de forma geral, suas concepções sobre os direitos universais.

A seguir, os alunos de Diana desenvolveram os trabalhos para o concurso, com base no conteúdo do segundo artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que “todos os seres humanos têm direitos, sem distinção alguma de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política, origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou qualquer outra situação”. Diana destaca o envolvimento dos estudantes e que todos devem se considerar vencedores pelo aprendizado que tiveram: “É muito difícil julgar um trabalho melhor do que o outro, pois todos se empenharam igualmente”.

A professora Ana Dorsa, orientadora das equipes na categoria Júnior, acredita que o estudo e a reflexão sobre os direitos humanos proporcionaram aos alunos a possibilidade de perceberem como eles próprios podem contribuir para a construção de uma sociedade melhor. “Os trabalhos destes grupos demonstraram, de forma geral, uma visão muito negativa e de descrédito em relação à sociedade, principalmente, no que diz respeito às diferenças de tratamento conforme a classe social. Foi comum, por exemplo, a representação de uma pessoa sem recursos financeiros sendo punida pela justiça, enquanto outra que tem dinheiro fica livre”, relata. Para ela, as perspectivas de um mundo mais feliz podem ser ampliadas para estes adolescentes, na medida em que eles assimilarem seu próprio papel de agentes modificadores da sociedade.

A comissão julgadora do concurso “Direitos Humanos nas Escolas”, realizado na Scuola Italiana Eugenio Montale, foi composta por: Renata Pereira e Alexandre Fiori (professores da escola); Tânia Carla de Falco (administradora, historiadora e consultora da Bolsa de Valores Sociais e Ambientais/BVS&A, já atuou como oficial de projeto da Unesco); Valdemar Bragheto Junqueira e Frederico Lopes de Oliveira Diehl (bacharéis em Direito e em Filosofia e pesquisadores do Centro de Estudos Norberto Bobbio).

Saiba mais

Scuola Italiana Eugenio Montale
Veja os trabalhos vencedores nessa escola.